quinta-feira, 27 de novembro de 2008

DICAS DE COMPRAS - LIVROS TEÓRICOS

Estamos a menos de um mês do Natal e resolvi postar algumas dicas de livros teóricos sobre quadrinhos e cultura pop. Os links apontam para resenhas que escrevi, com opção para compra em lojas virtuais (*). Confira:

Brincando de Matar Monstros

Desenhando Quadrinhos

Guia Oficial DC Comics - Roteiros

Otaku - Os Filhos do Virtual


Super-Heróis e a Filosofia


E deixa eu fazer agora o meu "merchan", pois meu livro ainda está à venda em diversas livrarias (físicas e virtuais), podendo também ser adquirido diretamente no site da editora Via Lettera:

Almanaque da Cultura Pop Japonesa

(*) Este blog não está vinculado a nenhuma loja. Os links sugeridos são de responsabilidade de seus respectivos proprietários.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

NOTÍCIAS RÁPIDAS (26/11/08)

ANIMEPAN 2009
Nos dias 24 e 25 de janeiro de 2009 acontece em Recife (PE) a quinta edição do festival Animepan, voltado ao universo pop do mangá, animê, cosplay e afins. Fui convidado para participar e acertei um pacote de atividades, que inclui palestras e uma oficina de desenho. Será a primeira vez que irei participar de um evento no nordeste. Depois eu postarei mais detalhes.

www.animepan.com

EXPRESSÃO VERBAL
Em janeiro, será lançado um livro sobre expressão verbal do escritor Cláudio Ayabe. Com dicas preciosas sobre como vencer o nervosismo e utilizar bem sua voz para uma apresentação, o livro é leitura obrigatória para empresários, estudantes, jornalistas, professores e qualquer pessoa interessada em aprimorar sua capacidade de comunicação.

O trabalho foi ilustrado por mim e será o lançamento de estréia da Editora Bushidô. Haverá um coquetel de lançamento em São Paulo (capital), no dia 15 de janeiro, o qual será devidamente divulgado na mídia. Depois, ainda haverá outro coquetel em Campinas (SP).

Sou um grande interessado no tema e seria com certeza um leitor do material. Poder participar profissionalmente do processo de produção foi uma alegria e uma honra.
Também estarei trabalhando na divulgação desse livro e espero poder ver muitos amigos no lançamento.

www.ayabe.com.br

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CIDADANIA EM QUADRINHOS

No Rio de Janeiro (capital), está sendo distribuído em escolas um míni-gibi patrocinado pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Em 12 páginas em formatinho, uma família aprende noções básicas de cidadania e fica sabendo sobre o Núcleo de Defesa do Consumidor (NUDECON) e a Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDEDICA).


A arte e a adaptação são de minha autoria, com roteiro original e coordenação de Roberto Gobatto, cores de Marcelo Ishida (Núcleo de Arte) e produção gráfica da Editora Via Lettera. Na imagem, uma reprodução de uma das páginas da edição.

Achei bem interessante que uma instituição como a Defensoria Pública tenha utilizado a linguagem dos quadrinhos para passar mensagens ao público infanto-juvenil. Mais pra frente, outros gibis poderão ser produzidos com os mesmos personagens.

Cada vez mais, os quadrinhos vão sendo reconhecidos como uma importante ferramenta de comunicação.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CLIPE MUSICAL: YAMATO (ISAO SASAKI)

Minha série em animê favorita de todos os tempos é a Patrulha Estelar, conhecida no Japão como Uchuu Senkan Yamato - Encouraçado Espacial Yamato. Série marcante na trajetória da animação japonesa, o Yamato cativou não somente por sua história, personagens e cenas de ação. A trilha sonora de Hiroshi Miyagawa era um show à parte, com orquestrações belíssimas. E havia também a música-tema, cantada pelo vozeirão de Isao Sasaki, que ficou conhecido no Brasil como o Professor Nambara do seriado Jaspion.

Confira acima uma apresentação de Isao Sasaki anos atrás como convidado especial do show Super Robots Spirits, evento que reúne cantores de anime songs.

- Relembre a Patrulha Estelar em meu texto no site Omelete clicando aqui.

- Matéria também disponível no Almanaque da Cultura Pop Japonesa (Ed. Via Lettera)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

COBRANDO PELO TEMPO

Quando se trabalha com prestação de serviços (e desenhista é um prestador de serviços), muitos problemas aparecem, a começar pela própria definição da atividade. Se você é visto apenas como um "cara que gosta de desenhar", a tendência é que os clientes achem que estão te fazendo um favor se te chamam pra fazer um desenho.

Mas o desenhista ou prestador de serviços tem que agir como um comerciante. A diferença é que, ao invés de vender um produto, ele vende um serviço. Na verdade, dá pra chamar de produto o desenho, ilustração ou página que se faz.

Quando se trabalha com caricaturas em eventos, se vende o tempo, o que é um item aparentemente mais fácil de medir, mas não é. O desenhista pode estipular quantas pessoas em média consegue desenhar em uma hora (no meu caso, de 12 a 15 caricaturas). Se o evento forma fila, corre-se o risco de ficar trabalhando além do tempo pra atender todo mundo, mais os retardatários, aqueles que deixaram pra última hora porque estavam trabalhando no evento e vem implorar um desenho. Sempre dá pra quebrar um galho ou outro, bem como atender uma ou outra solicitação do cliente pra fazer depois do horário algum convidado VIP ou algo assim. Porém, é importante marcar posição quanto ao cumprimento do horário acordado quando o trabalho foi aprovado. Se você ficou 10 ou 15 minutos sem desenhar ninguém porque ninguém pediu, não é isso que vai interferir na contagem do tempo.

Ou seja, se o horário estava marcado para terminar às 19h00, não tem que ficar até 19h30 ou 20h00 sem receber extra por isso. Se você estava no local no horário combinado e o evento atrasou, não é sua culpa. Claro que sempre dá pra tentar chegar num acordo amigável e quebrar alguns galhos, mas é importante marcar posição quanto a horários. Se tem fila de gente pra ser desenhada e o tempo está acabando, eu calculo quantas pessoas consigo fazer e peço pra fecharem a fila. Nunca, em quase 20 anos de eventos, eu vi um único cliente reclamar por me ver fechando a fila.

Há clientes que se irritam se o desenhista interrompe o trabalho por uns minutos pra descansar a mão e aproveita pra papear um pouco.

Também há clientes que olham para caricaturista como se este fosse - com todo o respeito a essas profissões - um caixa de supermercado ou operador de call center (esses que ficam no telefone o dia inteiro e têm até horário de ir no banheiro controlado) pra ficar correndo de modo mecânico. É comum descansar um pouco durante o trabalho, pois desenhar não é apertar parafuso. Desenhista não é robô e precisamos respirar pra criar bem. Também é preciso garantir condições de iluminação adequada e evitar ficar com prancheta na mão, desenhando em pé e circulando pelo ambiente.

Desenhar de longe, sem a pessoa perceber ou te dar atenção, é impraticável. O caricaturado tem que dar sua preciosa atenção ao trabalho do artista por míseros minutos pra levar um bom desenho. Ou isso ou você se subvaloriza demais.

Finalmente, há o problema dos valores. Costumo cobrar R$ 100,00 por hora em média, mas já vi cobrarem um quarto desse valor. É comum negociar valores pelo pacote do serviço, mas certos valores são imorais.

Se o desenhista não se valorizar, não deve esperar que o contratante o faça.

sábado, 15 de novembro de 2008

ADEUS, CLÁUDIO SETO

Hoje, às 10h30 da manhã, na cidade de Curitiba, faleceu aos 64 anos o quadrinhista, escritor e artista plástico Cláudio Seto. Grande veterano dos quadrinhos brasileiros, foi um dos primeiros a usar influências de mangá em seu trabalho, já na década de 1960. Segundo Franco de Rosa, ele teve um derrame ontem a tarde, devido a pressão alta e diabetes. Seto vinha sofrendo com essas doenças há mais de 8 anos, quando teve um enfarto.

Neste ano, foi homenageado pelo Troféu HQ Mix (que neste ano foi modelado com seu personagem Samurai) e também no álbum Front Especial - Imigração Japonesa, com sua biografia em quadrinhos assinada por Bira Dantas.

Não tive a honra de conhecê-lo pessoalmente, mas já o havia citado em muitos textos e li alguns de seus trabalhos. Um tempo atrás, me correspondi com sua filha Mayumi por conta de uma pesquisa para faculdade que ela estava realizando e sempre tive referências ótimas dele através de vários amigos em comum. Sem dúvida, uma grande perda para os quadrinhos.

Deixo aqui minhas condolências à família.
Sem dúvida, toda a comunidade dos profissionais e estudiosos dos quadrinhos lamenta a partida do grande samurai das artes.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

CARTUM

Cartum é, basicamente, o desenho de humor e aqui no Brasil não deve ser confundido com o termo original em inglês "cartoon", que é associado a desenho animado. Mais especificamente, cartum é aquele desenho de comunicação universal, instantânea. Diferente da charge, que é sempre feita dentro de um contexto social ou político sem o qual perde o sentido, o cartum pode ser entendido rápida e facilmente por qualquer um. Sendo uma linguagem gráfica de figuras estilizadas e expressivas, o cartum serve de inspiração para animações e quadrinhos. E também pode ser usado como ilustração, sendo um complemento para um texto jornalístico ou técnico.

Apesar de ter começado minha carreira fazendo cartuns e fazendo isso eventualmente até hoje, não me considero um cartunista. Tendo amigos cartunistas de fato como Marcio Baraldi, Spacca, Bira Dantas, Mastrotti e Cláudio de Oliveira, não me atrevo a me apresentar como cartunista.

Mas eu tento quebrar um galho sempre que preciso, como neste cartum produzido a pedido do amigo Fernando Palmari para uma mostra que ele organizou em Atibaia (SP), em homenagem à imigração japonesa no Brasil.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

20 ANOS DE ESTRADA

Neste mês de novembro, estou completando 20 anos de carreira. Não são vinte anos desenhando, visto que comecei a traçar figuras reconhecíveis aos 2 anos de idade. É que já vi gente que diz ter 30 anos de carreira, mas considera o tempo em que era criança e ficava desenhando por gosto. Com 10 anos, fiz desenhos pra um jornalzinho da escola, impresso em mimeógrafo, o que obviamente não conta. Aos 15, comecei a estudar desenho com Ismael dos Santos no Núcleo de Arte e aí comecei a considerar seriamente trabalhar com desenho. No meu caso, o apoio dos pais foi fundamental para isso, pois as cobranças da sociedade são muitas e a profissão de artista em geral é mal vista. Trabalhar por conta, então, dá a impressão pra muita gente que não se tem horário certo pra trabalhar, quando na verdade não se tem horário certo é pra descansar.

Eu debutei profissionalmente, (ou seja, recebendo por um desenho publicado) em novembro de 1988, quando eu tinha 17 anos e estava concluindo o colegial. Eram cartuns para dois jornais de sindicato patronal: um de fabricantes de motopeças e outro de bicicletas. Infelizmente, não tenho mais as edições.

Com caricaturas para eventos, o primeiro trabalho veio em 1989, numa promoção da semana dos pais do Shopping Interlagos. Nos quadrinhos, foi com um roteiro de Flashman para a revista Jaspion (Editora Abril), em 1990, mas o que marcou minha carreira foi Street Fighter (Ed. Escala), gibi de sucesso dos anos 90 com mais de 20.000 exemplares vendidos por ediçãoo (algo quase impensável no mercado atual de quadrinhos). E na área de redação, o primeiro texto foi publicado em 1993, na revista SET - Terror e Ficção, mas fiquei marcado mesmo pela revista Herói (ACME), fenômeno de vendas também na década de 90, com picos de mais de 500.000 exemplares por edição. Apesar dos 20 anos desenhando, construí uma carreira mais conhecida pelo público escrevendo roteiros e matérias.

De 1988 pra cá, muitos trabalhos foram feitos. Manter-se na área é sempre difícil. Mesmo com tanto tempo de carreira, ainda aparecem convites para trabalhos que não pagam, com o "contratante" achando que divulgar o trabalho é um pagamento suficiente. Há apenas dois anos atrás, o assessor de um vereador (atualmente deputado) teve o disparate de tentar me convencer a desenhar o político "propondo um desafio" pra mim e depois dizendo como ia ser fantástico ver meu desenho transformado em centenas de adesivos circulando pela cidade. Ou um convite para uma palestra numa faculdade em que o professor que me convidou alegou que, como a palestra era para fins educativos (sério?), não haveria verba. Ou empresas de eventos que acham que caricaturista tem que desenhar feito um robô, em condições desconfortáveis e até humilhantes.

Ter longos anos de carreira na verdade só faz aumentar o número de casos a serem contados, dos hilários aos revoltantes. E ainda tenho que correr atrás de clientes - especialmente governamentais - para receber por trabalhos feitos.

Meu desenho não é exuberante e, na área dos quadrinhos, sempre tive críticos ferozes. Realmente, muitos garotos de 15 anos possuem um traço mais chamativo, mais elegante ou mais detalhado pra desenhar uma pose repetida. Porém, não é apenas talento que forja um profissional, como não me canso de dizer em palestras. Vocação artística e vocação profissional são coisas diferentes. O "artista" desenha por inspiração. Logo, pode não aceitar pressão para desenhar uma coisa que ele não gosta, como por exemplo um pasto cheio de ovelhas para um livro de matemática. Ser um artista profissional é tirar seu sustento de sua arte, cumprindo prazos e mantendo uma qualidade para o mercado. Em certos momentos, depende mais de treino e disposição do que talento.

Enfim, apesar das dificuldades, tem valido a pena trilhar este caminho. Tive a satisfação de ter publicado muitos quadrinhos, de ter conquistado o respeito de muitos colegas de profissão e de ter conseguido passar um pouco do que sei para muitos alunos. Também não posso esquecer que meu histórico me proporcionou um convite para conhecer o Japão em março passado.

Um enorme agradecimento a Deus, a meus pais, aos amigos, ao mestre Ismael e a todas as pessoas generosas que conheci pelo caminho. E a minha família, a razão maior para continuar.

Que venham os próximos 20 anos!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

FANZINES NAS ZONAS DE SAMPA

O Projeto FanZines nas Zonas de Sampa é uma iniciativa da coordenadoria do sistema municipal de bibliotecas. Consiste em oficinas gratuitas de HQ espalhadas em diversos bairros da capital, com ênfase nas periferias da cidade. Já ministrei oficinas em diversas bibliotecas em bairros como Penha, Aricanduva e Sapopemba. Participam atualmente do projeto os quadrinhistas Edson Pelicer, Edu Mendes, Ezê, Fábio Santos, Jozz, Rodrigo Bueno, Sam Hart e Weberson Santiago. Trata-se de uma louvável iniciativa da prefeitura de São Paulo, que inclusive paga preços competitivos aos professores. Coordenando tudo, a incansável (e paciente) Doroty Rojas.

Neste ano, participei pouco, mas ainda contribuo na medida do possível. Atualmente, os envolvidos com o projeto estão finalizando uma edição que reúne trabalhos e depoimentos de alunos e professores. E um item interessante do trabalho a ser publicado é uma jam session com os professores. Um dos autores produzia um quadrinho, que devia ser continuado pelo seguinte, dentro de uma ordem combinada previamente. Como profissional, é a segunda vez que participo de uma atividade assim (a primeira foi na livraria HQ Mix no mês passado), que é sempre interessante por mostrar o improviso visual e narrativo.

Quando o fanzine do projeto for lançado, divulgarei aqui.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

HQ: VALE-TUDO, DE MARCIO BARALDI

Acabei de receber meu exemplar de cortesia de Vale-Tudo (Opera Graphica Editora, GRRR!), nova compilação de quadrinhos do cartunista Marcio Baraldi. Ao folhear, reconheci de cara uma divertida historinha que havia lido na saudosa revista Porrada! (Ed. Vidente) muitos anos atrás. Humor politicamente incorreto e para adultos (mas com alma de moleque) escorre pelas páginas de um álbum que atira contra tudo e contra todos.

Na contra-capa, alguns depoimentos de gente do mercado comentando sobre o Baraldi, incluindo um texto meu. A título de registro, meu depoimento segue abaixo:

"Conheço poucas pessoas que vivem 100% do cartum e para o cartum como o Marcio Baraldi. Seu desenho caligráfico expressa o que ele pensa e o que é, transitando do humor infantil ao picante, do politicamente engajado ao simplesmente alucinado. Sem concessões, Baraldi pode atirar em muitas direções, mas o alvo é sempre o senso de humor do leitor. Conhecendo o autor pessoalmente, é impossível não identificar o criador com suas criaturas. Afinal, Marcio Baraldi é, ele próprio, um divertido cartum ambulante."


Vale-Tudo tem 48 páginas e terá seu lançamento oficial dia 29 de novembro, no Festão do Baraldi, evento no qual também irá acontecer a entrega da primeira edição do Troféu Bigorna.

Veja maiores informações aqui.

Site do autor: www.marciobaraldi.com.br

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Maison Ikkoku - Uma série recomendada

Meu mangá favorito de todos os tempos é Maison Ikkoku, que li através de sua tradução em inglês para a VIZ Comics dos EUA. Maison Ikkoku foi produzido por Rumiko Takahashi, a mesma autora de Ranma 1/2 e Inu-Yasha, séries mais conhecidas no Brasil.

A obra conta a vida do estudante Yusuke Godai, morador da pensão Maison Ikkoku, que não é exatamente um vencedor na vida. Sempre sem dinheiro e sonhando com uma boa carreira após a faculdade, o batalhador rapaz tem uma vida amorosa pra lá de mal resolvida, ou melhor, platônica. Ele é apaixonado pela gerente da pensão, a bela e jovem viúva Kyoko Otonashi. Godai é inseguro e nunca consegue dar um passo firme em direção a Kyoko. Ela, por sua vez, é devotada à memória do falecido Soichiro (que também é o nome do cachorro dela), mas aos poucos também se interessa pelo rapaz, que é alguns anos mais novo do que ela. Pra complicar, Kyoko sai com seu treinador de tênis, o conquistador Shun Mitaka, que é apaixonado por ela e não mede esforços para humilhar seu rival. Godai, sem saber direito como disfarçar, começa a se encontrar com a insistente colega Kozue, que é apaixonada por ele.

Voltado para o público jovem adulto, o mangá foi publicado de 1982 a 87 na revista Big Comics, da editora Shogakukan, que depois compilou a história em 15 volumes. Maison ganhou muitos fãs adolescentes quando foi realizada sua versão em animê, numa produção da Kitty Film. A série teve 96 episódios entre 1986 e 88, mais um especial de cinema em 88 e um de vídeo em 90, fora uma novela.

Não por acaso, dediquei à série duas páginas do meu Almanaque da Cultura Pop Japonesa (de onde tirei um trecho desta postagem).

MAISON IKKOKU: AS MÚSICAS



Maison Ikkoku também foi sucesso nas rádios. Seu terceiro tema de abertura, a música “Suki sa”, do grupo Anzen Chitai (um dos mais populares da década de 1980), chegou ao topo das paradas. O Anzen-Chitai foi formado em 1973 por uma turma de jovens colegiais e teve vários integrantes até que estreou em 1982 com Haruyoshi Rokudo (baixo, teclados e vocais), Wataru Yahagi (guitarra, violão e vocais), Koji Tamaki (voz solo e guitarra), Yutaka Takezawa (guitarra, violão e vocais) e Yuji Tanaka (bateria). O Anzen-Chitai alcançou fama em quase toda a Ásia e, com o fim do grupo em 1992, eles se dedicaram a carreiras solo e projetos pessoais, com destaque para Tamaki, Yahagi e Rokudo. O grupo voltou a se reunir algumas vezes só pra matar as saudades. Anzen-Chitai significa "Local Seguro" ou "Zona Segura". Koji Tamaki compunha as melodias quase sempre sozinho e conseguiu se impor como artista solo depois do fim da banda.



Também belíssimo era o tema de encerramento "Ashita hareru ka" ("Amanhã vai chover?"), de Takao Kisugi. Abaixo, os vídeos da abertura e encerramento citadas, lembrando que a série teve outras aberturas e encerramentos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

CAMPANHA DE NATAL

Esta ilustração foi produzida para uma campanha de arrecadação de cestas de Natal para crianças de comunidades carentes.

Os organizadores, ligados à Igreja Católica, são pessoas sérias e dedicadas, que eu conheço, confio e apóio. Além disso, a paróquia que promove a campanha é a mesma onde sou colaborador há anos.

Se tiver inspiração para uma boa ação de fim de ano, confira como ajudar: www.perpetuosocorro.net/news.htm

TWITTANDO

Entrei no Twitter faz algumas semanas. Pra quem não sabe, o Twitter é um microblog com rede social. Com poucos toques (apenas 140), você comunica o que anda fazendo e acompanha o que seus contatos estão fazendo. Dá pra interagir, comentando e recebendo comentários das postagens. É dinâmico e tem se tornado uma febre na internet.

Como gosto de escrever mais longamente e sou adepto de e-mail e blog, ainda não estou convencido de que "twittar" funciona ou tem utilidade pra mim, mas resolvi testar, mesmo tendo cada vez menos tempo pra isso. Se não me empolgar, deleto.

O endereço é www.twitter.com/nagado e os posts também aparecem na página inicial do meu site (www.nagado.com) e na coluna ao lado.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

UM PROBLEMA SÉRIO

Em cursos e oficinas de HQ ou mangá com duração maior que um mês, costumo dedicar um tempo para o estudo de técnicas de roteiro. Como eu sempre digo, não dá pra ensinar a ter idéias novas ou inovadoras, mas sim as melhores maneiras de se contar uma história. No entanto, é comum que se esbarre em um problema grande logo no começo: muitos alunos não sabem como começar. Alguns reclamam que não conseguem pensar em nada, em ter idéia alguma.

Aí, forçando, aparecem histórias do tipo: Herói diz que é forte e o vilão diz que vai acabar com ele. O herói dá um golpe mortal e comemora vitória. Meu Deus!!! E vi isso dezenas de vezes. A história se limita a duas pessoas trocando golpes. Nem um video game antigo consegue ser tão raso.
Essa pobreza de idéias tem uma origem básica: Os alunos não lêem quase nada. E o que lêem, não foram ensinados a interpretar.

Na internet, passam o olho correndo em notícias curtas. Ao escreverem, usam abreviações e gírias estúpidas repetidas vezes e nunca aprendem a desenvolver uma argumentação coerente em texto corrido. Cometem erros de português inacreditáveis e às vezes confundem letras maiúsculas com minúsculas, sem saber quando se usa uma ou outra. Claro que esse é um problema de toda a sociedade, não apenas de alguns adolescentes.

A origem dessa falta de idéias e incapacidade de se expressar de modo claro usando palavras corretamente é uma só: falta de leitura. Tem que ler livro, jornal, revista informativa, quadrinhos. Jogar menos, perder menos tempo com MSN, Orkut, fórum... Ter mais cultura geral, não se limitar aos pobres currículos escolares... Ter mais interesse em informação, não ficar só no "ouvi falar". Faltar cultura - e pior, faltar interesse em ter cultura - é a pior coisa a se perceber em alguém que deveria estar aprendendo tanta coisa.

Por isso, para quem deseja trabalhar com quadrinhos, ilustração, texto, comunicação ou arte (ou qualquer coisa que seja), meu conselho é um só:

LEIA MUITO!!!